Alvorecer
Início da produção literária de Maria Dinorah.
Professora por formação, jornalista por carisma, contadora de histórias, ativista cultural e escritora.
Foi uma das primeiras figuras a pensar a literatura infantil e infantojuvenil no Rio Grande do Sul.
Dedicou-se tanto à criação artística quanto à aproximação dos autores aos leitores e às escolas.
E parecia fazer isso com um entusiasmo e uma satisfação sem par! Alfabetizadora logo no início de sua vida profissional, costumava dizer que tal experiência a encheu de encanto e alegria e, possivelmente, direcionou sua carreira.
A maioria de seus livros é de poesias e de literatura infantil e infantojuvenil. Percorra alguns marcos da sua produção.
Início da produção literária de Maria Dinorah.
Uma das obras que marcam a fase esporádica de sua produção.
A terceira obra antes da virada para a literatura dirigida à criança.
Lança seus primeiros textos dirigidos à criança — público a quem se manteve fiel ao longo de toda a sua produção.
Com o apoio de Roberto Mara (pseudônimo de seu segundo esposo Francisco Belevedere), fundador da Editora Bels, publica, em intervalos de tempo bastante curtos, mais de cem títulos até o final do século XX.
Título lançado pela Editora Melhoramentos e agraciado com o Prêmio UBE 81.
✳ “O cerne de sua obra é o lirismo, a delicadeza, a humanidade.”
Maria Dinorah flertou também com os paradidáticos e com a crítica especializada. Porém, compromissada com a tradição, não se mostrava afeita a experimentalismos de vanguarda em seus textos.
Ela entendia de essências e as traduzia com propriedade, explorando-as sem descaso ou recatos.
Por seu papel na história da literatura sul-rio-grandense, pelo volume de sua produção, pelo fato de seus textos terem sido lidos por várias gerações e por sua participação na popularização da literatura infantil no sul do País, Maria Dinorah Luz do Prado é uma grande dama da literatura brasileira.
Pensada como uma homenagem à escritora no ano em que completaria 90 anos, a antologia traz textos selecionados por seus filhos. O título é uma apropriação do que Maria Dinorah lançou em 1981 pela Editora Melhoramentos e que foi agraciado com o Prêmio UBE 81.
Os poemas e textos que compõem a coletânea são de natureza e épocas diversas e fazem parte do acervo particular da família e do Acervo Maria Dinorah, sob a custódia do DELFOS — Espaço de Documentação e Memória Cultural, localizado na Biblioteca Central Irmão José Otão (PUCRS).
Há desde textos consagrados até cartas de mãe e quadrinhas manuscritas inéditas, além de documentos e fotos originais em fac-símile. Sua apresentação não segue regras nem ordem: são apresentados simplesmente conforme a lembrança e a memória emotiva de seus filhos.
Dividido em quatro grandes partes, que indicam a seleção de cada filho, o livro reúne o que Maria Dinorah deixou gravado, através de seus escritos, no coração e na retina de seus quatro herdeiros.
Uma ode ao amor pela família, pelos livros, pelo outro, pela vida, pelo belo… enfim, uma ode ao amor pelo amar.
Os nomes dos cinco espaços de atuação do IMADIN são homônimos de títulos de obras de Maria Dinorah. O Instituto nasceu do desejo de celebrar o legado da escritora e de investir no potencial transformador da arte e da cultura.