QUEM FOI MARIA DINORAH

Maria Dinorah Luz do Prado.

Professora por formação, jornalista por carisma, contadora de histórias, ativista cultural e escritora.

Foi uma das primeiras figuras a pensar a literatura infantil e infantojuvenil no Rio Grande do Sul.

Retrato em preto e branco de Maria Dinorah, de óculos, sorrindo entre estantes de livros
Acervo da Família Prado
01 / TRAJETÓRIA

Uma vida dedicada aos leitores.

Dedicou-se tanto à criação artística quanto à aproximação dos autores aos leitores e às escolas.

E parecia fazer isso com um entusiasmo e uma satisfação sem par! Alfabetizadora logo no início de sua vida profissional, costumava dizer que tal experiência a encheu de encanto e alegria e, possivelmente, direcionou sua carreira.

02 / A OBRA

Mais de cem títulos, um só lirismo.

A maioria de seus livros é de poesias e de literatura infantil e infantojuvenil. Percorra alguns marcos da sua produção.

1944

Alvorecer

Início da produção literária de Maria Dinorah.

1952

No tempo e na vida

Uma das obras que marcam a fase esporádica de sua produção.

1962

Seara de Luz

A terceira obra antes da virada para a literatura dirigida à criança.

Década de 1960

Edições Tabajara

Lança seus primeiros textos dirigidos à criança — público a quem se manteve fiel ao longo de toda a sua produção.

Após 1970

Editora Bels

Com o apoio de Roberto Mara (pseudônimo de seu segundo esposo Francisco Belevedere), fundador da Editora Bels, publica, em intervalos de tempo bastante curtos, mais de cem títulos até o final do século XX.

1981

Que falta que ela nos faz

Título lançado pela Editora Melhoramentos e agraciado com o Prêmio UBE 81.

✳ “O cerne de sua obra é o lirismo, a delicadeza, a humanidade.”

Maria Dinorah flertou também com os paradidáticos e com a crítica especializada. Porém, compromissada com a tradição, não se mostrava afeita a experimentalismos de vanguarda em seus textos.

Ela entendia de essências e as traduzia com propriedade, explorando-as sem descaso ou recatos.

03 / UMA OBRA DE ESSÊNCIAS
Folha de rosto do livro Que falta que ela nos faz, de Maria Dinorah Luz do Prado, organizado por Patrícia Pitta

Que falta que ela nos faz.

Por seu papel na história da literatura sul-rio-grandense, pelo volume de sua produção, pelo fato de seus textos terem sido lidos por várias gerações e por sua participação na popularização da literatura infantil no sul do País, Maria Dinorah Luz do Prado é uma grande dama da literatura brasileira.

Pensada como uma homenagem à escritora no ano em que completaria 90 anos, a antologia traz textos selecionados por seus filhos. O título é uma apropriação do que Maria Dinorah lançou em 1981 pela Editora Melhoramentos e que foi agraciado com o Prêmio UBE 81.

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O ACERVO

Os poemas e textos que compõem a coletânea são de natureza e épocas diversas e fazem parte do acervo particular da família e do Acervo Maria Dinorah, sob a custódia do DELFOS — Espaço de Documentação e Memória Cultural, localizado na Biblioteca Central Irmão José Otão (PUCRS).

Há desde textos consagrados até cartas de mãe e quadrinhas manuscritas inéditas, além de documentos e fotos originais em fac-símile. Sua apresentação não segue regras nem ordem: são apresentados simplesmente conforme a lembrança e a memória emotiva de seus filhos.

OS QUATRO HERDEIROS

Dividido em quatro grandes partes, que indicam a seleção de cada filho, o livro reúne o que Maria Dinorah deixou gravado, através de seus escritos, no coração e na retina de seus quatro herdeiros.

Uma ode ao amor pela família, pelos livros, pelo outro, pela vida, pelo belo… enfim, uma ode ao amor pelo amar.

UM LEGADO EM MOVIMENTO

O Instituto que leva o seu nome.

Os nomes dos cinco espaços de atuação do IMADIN são homônimos de títulos de obras de Maria Dinorah. O Instituto nasceu do desejo de celebrar o legado da escritora e de investir no potencial transformador da arte e da cultura.